19/06/2009

PIU QUE PARUTA

Políticas pidescas de empresas com a mania que são «gente». Pior que Autoeuropa esta merda.


Dass.

16/03/2009

Ouve e chora Andrew Lloyd!

Os Dream Theater, founding fathers da ''ovelha negra'' da música popular - o rock progressivo - vão actuar de novo em Portugal, a 18 de Junho, no Coliseu dos Recreios. Passará decerto discreta esta boa nova a todos os que já salivam por um Dave Matthews ou por um Chris Cornell no Oeiras Alive, certame que este ano vai bombardear-nos com um dos seus melhores cartazes: afinal, o município celebra 250 anos, e quem melhor do que os também metaleiros Mastodon ou Slipknot para, de 9 a 11 de Julho, berrarem os parabéns a esse tão querido concelho.
Nesta onda de congratulações, cabe-me também a mim felicitar os Dream Theater, porque pegando num dos seus melhores álbuns - se não mesmo a obra-prima da banda - descubro que fará em Outubro 10 anos. Antecipo-me no sopro de apitos e velas porque me apetece: o sacana do CD é mesmo bom.
O título do mesmo justifica a minha vontade de o parabenizar: Scenes From A Memory. Uma autêntica relíquia para todos os apreciadores do prog rock ou mesmo para os que o odeiam - recordar o imperador de Amadeus: «São notas a mais! Notas a mais!» - o que é facto é que este álbum vem comprovar toda a coragem e audácia artísticas dos DT, e uma vez mais demonstrar toda a sua mestria musical. Temos um ponto de partida conceitual: a banda descreve-se como orquestra, tornando-se narradora de uma história por ela composta e musicada (ideia já anteriormente interpretada em alguns dos originais de Genesis, The Who, Pink Floyd ou Marillion).
A alucinante viagem prolonga-se por doze músicas, divididas em dois actos. A personagem principal dá pelo nome de Nicholas. O seu estado: letárgico, onírico. Começando numa sessão de hipnoterapia, vagueamos pelos seus sonhos tentando desvendar o assassinato da mulher da sua vida, Victoria. Percorremos o subconsciente do protagonista, mergulhando na negação, raiva, depressão, até ao final apoteótico que nos conduz à aceitação - na lição instrumental que dá pelo nome de Finally Free. Os mais atentos perceberão que a banda propõe mais do que a simples aceitação, no final do disco...
A banda percorre esta amálgama de acções, reacções e emoções que as músicas oferecem de modo arrebatador. Toca-se a perfeição nos fraseados, o rigor está nos padrões máximos, não fosse este álbum (pela primeira vez na longa história da banda) produzido por dois dos seus mais talentosos elementos: John Petrucci, guitarrista, e Mike Portnoy, baterista. As letras vão desconstruindo as personagens, fazendo-as entrar muitas vezes em espirais interrogativas, para de seguida analisá-las com pontos de chegada que levantam mais questões do que aquelas que se propunham responder - considerações sobre amor eterno, reencontro, busca constante da verdade - enfim, dilemas vários, que por mais amorosos ou ontológicos que sejam, levam a banda a atingir o zénite da sua expressão musical.
Conta-se por este CD igualmente o número de anos que Jordan Rudess tem de banda. O fenomenal teclista que aos nove anos de idade já tinha sido aceite na Juilliard (somente um dos melhores Conservatórios do mundo) entrou com o pé direito na banda, comprovando-se pela sua prestação neste disco. Vibrantes secções alternando com Petrucci, em timbres peculiares, toques refinados, plenos de virtuosidade enlouquecida, devolvendo à banda algum do carisma e harmonia que esta transbordava nos tempos de Kevin Moore, teclista dos tempos de formação da banda e compositor de alguns dos seus temas mais populares entre os seguidores da banda. A banda perceberia que Rudess tinha de ficar. E assim foi.
Scenes From A Memory é uma história dentro de um CD. Uma viagem a um passado repleto de receios, dúvidas, impróprio para certezas mas fértil nos mais débeis delírios. Ocupa lugar cimeiro na lista dos meus CDs preferidos da banda, apesar da sua sonoridade ainda mais progressiva e elaborada. Reacendeu a minha paixão pela banda. E tornou-se no único álbum, para além do longínquo Images & Words, de 1992, a ter uma edição ao vivo em sua honra: Live Scenes From New York, lançado volvidos dois anos, colocaria os DT nas bocas do mundo pelas razões mais bizarras... pela capa. Pretendendo exultar o espírito nova-iorquino, e dando a ideia de que a banda levaria ao rubro a Big Apple pela sua música, no ano do 11 de Setembro saiu às lojas esta 'provocação':

Mas é o álbum Scenes From A Memory que encontram numa qualquer Fnac a preço de feira. Recomendo vivamente a qualquer fã, obrigo violentamente qualquer crítico a tê-lo na sua colecção.
Porque embora não sendo fácil de ouvir, é estranhamente difícil de esquecer.
Simplesmente imperdível. E porque sou vosso amigo...

Toda a informação sobre o décimo trabalho da banda, Black Clouds & Silver Linings, e outros lançamentos em

01/03/2009

O Que A Sétima Faz À Nona...

Faz-lhe bem, a sério. Desilusão é palavra difícil e poucas vezes vista nos cartazes das adaptações dos «livros de quadrinhos» para o grande ecrã. Voluptuosas, curvilíneas e provocantes, as femmes fatales criadas pelos autores e ilustradores das histórias encontram no sensual e requintado buffet feminimo de Hollywood a melhor «carne» para as suas cores e formas. Desde o mercado inglês, ao latino, não esquecendo o de leste... Há de tudo para todos os gostos.
Admito-o: nunca fui muito fã de BD. Alturas houve da minha vida em que não podia ser obrigado a outra coisa (devido a estar com a perna esquerda imobilizada, há uns Verões atrás). E então, lá marchavam os épicos ''A Queda De Bane'' - com o perturbante Jean-Paul Valley a substituir Bruce Wayne como Batman - ou a odisseia de vários super-heróis (com alguns vilões à mistura) na complicada
missão de mandarem o poderoso Thanos para o galheiro. Para aligeirar, tinha sempre um Chico Bento ou Cebolinha de reserva (Mauricio de Souza, és um génio... para quando Cascão no grande ecrã? Sugiro João Didelet no principal papel).
Ok, então vamos ao que interessa. Desta feita, vou homenagear Frank Miller pelo seu bom gosto. Acho que o homem merece. Conheço mal a sua obra. Não vi os seus filmes mais recentes
. Mas razões não me faltam... A saber:

(aviso prévio: ponham os babetes ou um tabuleiro por baixo por causa do excesso de saliva)

LENA HADLEY (Queen Gorgo, em 300)
Os que viram o filme sabem por que razão privilegiei os costados da esbelta actriz britânica...O Rei Leónidas prestou especial atenção a esta parte do corpo. E na posição em que ela mais tarde se encontra, também não consegue ver a cara de Theron...

JESSICA ALBA (Nancy Callahan, em Sin City)

ROSARIO DAWSON (Gail, em Sin City)
Aqui o blogueiro prefere dar-se ao respeito de não comentar...

SCARLETT JOHANSSON (Silken Floss, em The Spirit)
O blogueiro hesitou entre uma fotografia de Scarlett Johansson em Sozinho Em Casa 3, na altura com 13 anos, e a que resolvi colocar aqui com o mestre Woody. Acho que ele justifica o seu nome aqui... E já que falamos de femmes fatales, a nossa amiga tem toda a moral do mundo para falar. Sim, aquela mesma que disse em Match Point a frase: «Men always seem to wonder...». Não tenhas qualquer dúvida minha amiga... e tu pareces estar a pensar nisso mesmo.

STANA KATIC (Morgenstern, em The Spirit)
Gosto. Não conhecia a dondoca. Mas gosto... Quero mais Stana.

JAIME KING (Lorelei Rox, em The Spirit)
Em bom português apenas posso dizer isto... A-D-O-R-A-R-I !!!

PAZ VEGA (Plaster of Paris, em The Spirit)














Esta gaja deixa-me fora de mim.
Segurem-me, a sério.



EVA MENDES (Sand Saref, em The Spirit)
Já estamos a mangar com a tropa. Parem de me mandar bombas latinas à fronha. Sobre esta pouco há a dizer. Vendia partes do corpo (o apêndice tem muita procura...) só para 5 minutos de conversa com esta gatinha. Frank, isto 'tá bonito 'tá...

SARAH PAULSON (Ellen Dolan, em The Spirit)
E acabas com outra loira. Aprovadíssimo Seu Miller.

ANDREW TIERNAN (Ephialtes, em 300)
Shemales é que não pá. Assim não nos entendemos!

Só a reinar contigo Frank. Tens bom gosto sim senhor.

Mais uma para o pinhal...

Não me esqueci da palavra da semana, e até me dei ao trabalho de pesquisar um bocado sobre ela. Navegando de «Herodes Para Pilates» na Net (mais uma expressão ''bónus'', só porque vos adoro, da nossa querida Língua Mãe) fui mesmo dar de caras indignadas de mestres de conferências e professores no estrangeiro, estupefactos por jamais terem encontrado qualquer referência enciclopédica à pérola com que desde já me orgulho vos ofertar:

ESCANIFOBÉTICO

Recordo-me vagamente de ver este adjectivo (?) aplicado sobretudo ao campo da caligrafia. Ou, no exemplo acima dado, escrita quasi hieroglifa... Para os que têm tempo livre a mais e muito pouco em que pensar (como este Tinoco que vos bloga) fiquem também sabendo que esta palavra tem origem na marota juventude dos anos 50 e referia sobretudo aos estranhos, esquisitos, fora do normal, do comum. Tudo aquilo que fosse de esquerda, vá...

27/02/2009

Já fosteeee...

O veryearly, quando encontra conjuntos de linhas melhor articulados que os que disponibiliza, não pode fechar os olhos, e aí seguem umas linhas superiormente escritas e consideradas de João Salvado, conhecido jornalista e realizador televisivo. Concordem ou vomitem em cima da opinião do Professor João, ora escutem só um «poucochinho»:
A TELEVISÃO DO FUTURO
«Vem aí a televisão digital terrestre, e, com ela, o quinto canal de televisão generalista em Portugal. O que irá mudar com o aparecimento de uma nova televisão? Iremos beneficiar em qualidade e alternativas, ou será que cinco vai ser igual a quatro mais um?»
«A cinco - por enquanto vamos chamar-lhe assim - será o primeiro canal generalista do séc. XXI. E não adianta desvalorizar-lhe o significado. O quinto canal irá nascer 15 a 20 anos depois do seu irmão mais próximo, a TVI. Mas a revolução nas comunicações e as mudanças sociais das últimas décadas, representam, entre eles, um salto maior do que as quatro décadas que antecederam. Significa que o quinto canal nascerá «geracionalmente» mais afastado dos irmãos próximos, TVI e SIC, do que estes da primogénita RTP. Os 35 anos que separam o nascimento da RTP, da televisão privada, parecem, à distância, um instante de calmia - o que determina, que, neste caso, 15 ou 20, seja maior do que 35. Fasquia alta para a nova televisão. Por isso assiste perguntar: como vai ser o quinto canal? O que o irá distinguir dos restantes? Se o espectro radioeléctrico favorece o aparecimento de uma nova televisão, a conjuntura dos media e do país, dir-se-ia, vem desaconselhá-la - nascido, assim se prevê, em época de avidez e penúria, incumbe-lhe uma tarefa difícil: ser competitivo, partindo na corrida mais tarde e desfavorecido pelas circunstâncias.
Mas, por outro lado, aponta-se-lhe tarefa facilitada: irá beneficiar da debilidade e letargia da concorrência já instalada - anquilosada pelo desuso da agilidade criativa; fragilizada funcionalmente pela ausência de competências profissionais, que descartou; viciada pela lógica, redundante, da programação e contra-programação dos mesmos produtos.
Ao quinto canal, para ser sucedido, só se lhe admite uma via - a posição titânica: para sobreviver terá que vencer. E em televisão vencer é inovar, criar, ser imaginativo, compreender o caminho dos públicos (do que precisam, não do que pedem), interpretar a sociedade, a tecnologia, as comunicações... e surpreender. O canal cinco não será a terceira versão do modelo estafado TVI/SIC. Não o pode ser em termos funcionais ou empresariais, nem o pode ser em termos de programação e oferta de conteúdos.
Quem ousar lançar-se na aventura do novo canal também não deverá cometer o erro de replicar um modelo estrangeiro, seja francês, italiano ou alemão. Não há no espectro soluções de importação, à vista, que se ajustem ao nosso mercado. Pode dizer-se que o canal cinco só será viável se for diferente, se assumir e liderar a mudança. Num passado recente, crescemos com o romantismo da televisão única, a pública. Depois inventámos a «televisão privada» - em boa verdade foi a «privada» que nos trouxe a cor, o movimento, a acção, o mundo e a vida contados em directo e pela voz dos protagonistas. Mas o mundo não pára, e foi também a «privada» que nos conduziu à letargia da trash tv. Nivelando sempre por baixo, confinou-se finalmente à essência da lógica «comercial» - e com ela arrastou a progenitora, a televisão pública. Em poucos anos, do reivindicado direito à informação e à cultura, o espectador viu ser-lhe atribuído o direito à alienação e à narcose.
Entretanto, fora das televisões, completa-se o figurino: os jornais gratuitos quase fuzilaram os jornais de referência, para a seguir desfalecerem por exaustão, a favor do desprazer da leitura. Os números são fulminantes: 80% do texto escrito, no mundo ocidental, já não é impresso no papel, na carta, no livro ou revista; lê-se no word, no mail, no sms, no chat, no messenger... com a consequente alteração «kmpleta d skrita». A televisão generalista perde auditório. Foge-lhe. Escorrega para a net, os chats, o webcasting, o YouTube, os outros Tube's, os blogs, o cabo, o emule, os torrents, o hi5, o SecondLife, o DVD, a Playstation, etc, etc.
A nova televisão, e o paradigma que dela advier, terá que contar com isso. Os novos media oferecem novas semânticas, outras funcionalidades, interactividade e a capacidade de manuseamento dos conteúdos. Voltar à linguagem flat da televisão, para alguns, é uma ideia de «cota»! Um vídeo caseiro descarregado do YouTube tem mais hits numa semana que o número de espectadores que assistem a um talk show, em prime time, num canal generalista. Os anunciantes já perceberam, e reagiram (...). É fundamental que o novo paradigma da televisão saiba gerir conteúdos em multi-plataforma.
Finalmente, há um interessante aspecto a considerar, favorável à nova televisão. Haverá desta vez um regulamento a cumprir. Um caderno de encargos a observar. A nova televisão irá nascer no estrito cumprimento dessas regras - uma fina grelha de exigências e de rigorosos critérios de programação, aplicáveis universalmente a todos os parceiros. Novas regras que até aqui as televisões nunca tiveram necessidade de cumprir, e à luz das quais TVI e SIC, pelo menos, com as actuais grelhas de programação, teriam que fechar portas no dia seguinte. Que venha então o futuro, e a nova televisão digital, nós cá estaremos para a receber.»

Comunicado do Projecto Empresarial de Televisão Telecinco:
A Telecinco saúda o aparecimento da TVI24 que, todos esperamos, virá contribuir para melhorar a oferta televisiva e a convergência do nosso país com os níveis de diversidade e qualidade da televisão dos outros países da Europa.
A Telecinco aproveita para relembrar, que, há alguns anos, certos detratores da modernidade defendiam impetuosamente que não existe em Portugal espaço para canais especializados em informação - ''CNN e Sky News são realidades para países ricos''.
Menos de dez anos passados e Portugal dispõe já de três canais de notícias, 24 horas por dia, sem problemas de sobrevivência.
Os mesmos arautos da desgraça dizem agora, ao arrepio da realidade, que não há lugar neste país para quatro canais generalistas.
A Telecinco, actualmente empenhada no processo de luta pelo direito à existência de uma televisão inovadora, plural e criativa, felicita o nascimento da TVI24, e espera, muito em breve, estar também em condições de poder competir com todos os parceiros, num saudável exercício de valorização da oferta televisiva em Portugal
.

Quem manda aqui agora sou eu:
A TVI embandeira uma forma de fazer televisão muitas vezes questionável. Ganhou ao projecto TV1 de Proença de Carvalho há vários anos atrás, devendo a atribuição da licença ao poder e à pressão da Igreja Católica, dizem as más línguas. Certo é que da TV1 nunca mais ninguém ouviu falar, e também ela era inovadora, não na linha «importadeira» da SIC, mas com oferta criteriosa de séries e espaços abertos ao telespectador, para debate de ideias e opiniões. Curioso, aposta recente da RTP somente após acesa discussão sobre o que se entenderia por «serviço público», e iniciativa muito tardia da SIC (generalista)... quanto aos seriados, não dou Taças para Queluz nem Carnaxide, até porque o canal que melhores séries emite é, de longe, a Dois. Mas falar de televisão em termos qualitativos, no nosso tristonho Portugal, é, no mínimo, inútil. O share e as audiências são árbitras de um jogo onde regras existem com um único propósito: serem quebradas. E a TVI começou por ser foleira, lembram-se? Pois de foleira chegou a líder, sendo espelho de um país de Zés Marias e Marcos Borges. Agora líder, não conhece limites: os Morangos já não dão só na época de aulas e férias, para quando os Morangos - Em Missão Por Moçambique ou Morangos - Do Colégio da Barra Para O Convento?. Chegou-se a um nível de estupidificação tal que deixámos a TVI, definição do infotainment stricto sensu, apologista de um junkyard journalism amador - salvo Felícia Cabrita, o resto são sentenças cagadas por sectários jubilados para uma conversa de café, não para uma sala de estar - não discuto a forma do público, questiono a essência informativa e o seu canal - relembro, deixámos a TVI ter o seu próprio canal 24/7 do seu departamento mais débil: o da (des)informação.
Porque o país quer aquela miúda de 9 anos com corpo de 10 a abrir o Jornal Nacional, para depois rever em slow motion no TVI24 os momentos em que a infeliz rapariga mais chora apenas porque o sol se pôs. A TVI percebeu que os portugueses gostam muito de televisão, mas não a compreende (ex: público dos seus filmes de domingo estrelando Ninjas obesos de collants ou cães falantes em busca do osso perdido ou do dono perfeito) e ataca agora com a sua arma mais letal: notícias. Sim, aquelas que os portugueses não gostam nada, e que julgam ou querem compreender. Um país ávido de notícias é uma notícia de país. Pelas piores razões.
Adeus Telecinco... até à próxima, foi bom o caminho que mostraste.

(nota do blogueiro: artigo extraído da revista Premiere de Fevereiro de 2009; para contactar João Salvado: ria.lisa@sapo.pt